Monthly Archives: Dezembro 2011

Projeto Tocando com a Aninha do Paraná classificado para a fase final do Prêmio Anú 2011

Por Raylene Oliveira

A Central Única das Favelas do Paraná – CUFA/PR – Parabeniza todos os projetos participantes do Prêmio ANU 2011. A segunda fase classificou as iniciativas mais votadas dentro de favelas ou periferias pelo público em cada estado.

No Paraná, o Projeto Tocando com a Aninha, realizado pelo Instituto Riomafrense do Bem Estar do menor Casa da Criança – Ana Zornig, da Cidade Rio Negro foi o projeto vencedor da etapa estadual, estando assim na disputa da etapa nacional, onde os três melhores projetos do Brasil serão escolhidos através do voto popular.

Crianças do Tocando com a Aninha durante ensaio

O Projeto Tocando com a Aninha atende aproximadamente 400 crianças em contraturno escolar, com oficinas como coral ” Que visa Desenvolver habilidades musicais em crianças, através da Banda Marcial Mirim, favorecer o desenvolvimento de responsabilidade, disciplina, organização e concentração em crianças, por meio da música, ampliar a autoestima e desenvolver a capacidade de resolver problemas pessoais e sociais das crianças matriculadas. Estes alunos recebem orientações sobre higiene, valores, autoestima, saúde e lazer.O Projeto é Localizado na   Rua Maximiano Pfeffer,1.960 em Rio Negro – PR.

Parabéns aos vencedores! Dia 05 de janeiro começa a grande disputa para a conquista do Anú Preto. Encontramo-nos no dia 28 de fevereiro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Aos premiados, entrem em contato com a produção do evento através do emailproducao@premioanu.com.br ou pelo site http://www.premioanu.com.br.


Anúncios

Confira os 27 vencedores Estaduais do #premioanuestadual2011

Votações Encerradas!

A CUFA agradece a todos que participaram do Prêmio Anu 2011 e parabeniza as 27 iniciativas vencedoras do Premio Anu de ouro. Uma de cada estado do país.
Dia 05 de janeiro começa a grande disputa para a conquista do ANU PRETO.
Quando conheceremos os três melhores projetos do Brasil. Então está combinado, nos vemos dia 28 de fevereiro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Até lá!

Conheça as ações vencedoras de cada estado: http://www.votenopremioanu.com.br/in.php?id=final

ACRE
Projeto: Criança, Adolescente e Adulto em ação
Realizador: Super Liga Acreana de Kung Fu
ALAGOAS
Projeto: Oficina de Educação Nutricional
Realizador: CREN – Centro de Recuperação e Educação Nutricional
AMAPÁ
Projeto: Promovendo A Vida E Desenvolvimento Saudável  
Realizador: Associação A Nossa Família
AMAZÔNIA
Projeto: Bibliotecas –brinquedotecas  
Realizador: Instituto Ler para Crescer
BAHIA
Projeto: Ser-tão Brasil  
Realizador: CRIA – Centro de Referência Integral de Adolescentes
CEARÁ
Projeto: Surfando e fomentando a educação 
Realizador: Escola de Surf do Titanzinho
DISTRITO FEDERAL
Projeto: Atendimento equoterápico a pessoas com deficiências 
Realizador:  Cavalo Solidário
ESPÍRITO SANTO
Projeto: Rede 
Realizador: Agência Nacional de Desenvolvimento Econômico Social e Defesa Ambiental
GÓIAS
Projeto: Oficina EcoDesign – Cidade Planetária
Realizador: OSCEIA – Obras Sociais – Irmão Áureo
MARANHÃO
Projeto: Batuko
Realizador: ONG BAOBAB
MATO GROSSO
Projeto: Curso de Música
Realizador: Projeto Grão de Mostarda
MATO GROSSO DO SUL
Projeto: Escola Pau Brasil
Realizador: Girasolidário
MINAS GERAIS
Projeto: Profissionalizando para a Vida   
Realizador: Associação Projeto Meninas de Dora
PARÁ
Projeto: Projetos Sociais da Comunidade São José
Realizador: Paróquia Santana
PARAÍBA
Projeto: Molecada
Realizador: Fumaça
PARANÁ
Projeto: Tocando Com a Aninha
Realizador: Instituto Riomafrense do Bem Estar do Menor Casa da Criança – Ana Zornig
PERNAMBUCO
Projeto: Espaço 3ª Idade em Ação
Realizador: Associação Nossa Voz em Ação
PIAUÍ
Projeto: Cineperiferia
Realizador: Movimento Pela Paz nas Periferias
RIO DE JANEIRO
Projeto: Jornal e Produtora – Voz da Comunidade
Realizador: Renê Silva
RIO GRANDE DO NORTE
Projeto: Sabão Ecológico
Realizador: CEPAS- Centro de Promoção à Assistência Social
RIO GRANDE DO SUL
Projeto: Rede Juvenil Chão de Sonhos
Realizador: Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural – CEDEJOR
RONDÔNIA
Projeto: Arte para todos
Realizador: ACCUNERAA – Associação Centro de Cultura Negra e Religiosidade Afro-Amazônica
RORAIMA
Projeto: Caminhada ArteLiteratura
Realizador: Projeto Arte Literatura
SANTA CATARINA
Projeto: Cozinhas Comunitárias
Realizador: Fundação Padre Luiz Facchini
SÃO PAULO
Projeto: Vida Corrida
Realizador: Neide Santos
SERGIPE
Projeto: Piabinhas Futebol Clube
Realizador: Erivaldo Manguezal
TOCANTINS
Projeto: Espaço Cidadão
Realizador: ONG Moradia e Cidadania

A CUFA DESEJA A TODOS UM FELIZ NATAL!

A CUFA DESEJA A TODOS UM FELIZ NATAL!

CUFA Talentos não pára e entrevista capoeirista “Morena”

Por Julianne Lam e Rayllene Oliveira

Lugar de mulher é na capoeira, sim!

CUFA TALENTOS não para, projeto que visa descobrir novos talentos nas comunidades de Maringá, dessa vez chegou na Jovem Rosiane Lugao, mais conhecida como “Morena” (apelido dado por seu grupo), é a mulher que representa a capoeira em muitas rodas de Maringá. Além de levar a representação feminina para o esporte – muitas vezes caracterizado como “masculino” -, ela instrui crianças no Projeto Ginga Menino, do Capoeira Aliance, em que se volta à formação (não só de futuros atletas, como também) de verdadeiros cidadãos, alunos dedicados, bons filhos…enfim, pessoas de bem. Um papel tão importante assim traz à tona reflexões e conversas sobre o papel da mulher em diversos setores da sociedade e, principalmente, o quanto e como elas podem  integrar e colaborar hoje e em um futuro próximo.

Morena nos recebeu em meio a muita música e gingado, num clima familiar – junto a seu filho, marido e amigos, para um bate-papo que mesclava a seriedade dos assuntos tratados à descontração de sua personalidade tranquila.

Rosiane Lugao, a talentosa “Morena” da capoeira

Qual é seu talento?

Sou Capoeirista

O que a capoeira representa pra você?

Capoeira é meu mundo, a água que eu bebo, a comida que eu como… É minha vida!

Há quantos anos você pratica capoeira?

Pratico há 20 anos e, há seis meses, sou instrutora do Projeto Ginga menino.

Como você começou?

Iniciei em um Projeto Escolar no Estado do Rio de Janeiro.

Qual é o efeito da capoeira na comunidade?

O efeito da  arte da capoeira tem crescido muito e a sociedade é a principal responsável por isso, pois em cada apresentação ou roda que fazemos, novos alunos vão chegando – ou novos admiradores ganhamos. O brasileiro desconhece que a capoeira é um esporte legitimamente nosso e, quando descobre, isso o fascina ainda mais.

O que mais te marcou nessa trajetória?

O dia em que eu vi meu Mestre na sua formação como mestre!

Há alguém que te inspire?

Minha filha, de seis anos, é a minha maior inspiração. Vê-la crescendo, aprendendo dia-a-dia, desenvolvendo-se dentro e fora da roda, me dá mais vontade de dividir e também de aprimorar meus conhecimentos para poder ajudá-la.

A capoeirista, que agora é mãe, ao lado de suas companheiras do Grupo Aliance

A capoeirista, que agora é mãe, ao lado de suas companheiras do Grupo Aliance

Morena, ainda grávida, gingando na roda em apresentação

Qual a musica de capoeira que você mais gosta?

“Valente guerreiro chorou”, com Mestre Barrão Capoeira.

Para você, qual é a importância da mulher na capoeira?

A importância da mulher na capoeira vai muito além de “beleza” que proporcionamos, mas muitos só conseguem enxergar isso. A mulher conquistou todos os espaços na sociedade moderna e com a capoeira não podia ser diferente. Existem duas formas de atuarmos na capoeira. A primeira é [sendo] a “mulher capoeira”, aquelas que dedicam sua vida à arte e vivem em harmonia com ela. São mulheres guerreiras e capazes, que provam à sociedade machista que de “sexo frágil” não temos nada. Agimos nas rodas de capoeira e nas “rodas das ideias” de igual para igual. Ministramos aulas, cursos, palestras e coordenamos trabalhos e grupos. A segunda atuação é nas administrações de grupos, associações e trabalhos – onde afirmo que mais da metade da coordenação dos trabalhos com capoeira existentes pelo mundo está sob a administração de uma mulher –, que algumas vezes é apenas a namorada, companheira, aluna, mãe ou esposa do “líder” do grupo (e ele é quem aparece como coordenador e leva todo o prestígio). Essas mulheres atuam por amor, de corpo e alma, à capoeira e, muitas vezes, o amor pelo companheiro estende-se à arte. Deixo aqui os meus sinceros parabéns a toda “mulher capoeira”, seja esta atuante direta ou uma forte “coadjuvante”.

O que é necessário para se tornar um bom capoeirista? 

Disciplina e força de vontade. Com essas duas qualidades qualquer um pode se tornar um bom capoeirista.

Deixe uma mensagem para todos os capoeiristas e aqueles que ainda não conhecem a capoeira:
Considero que não devemos utilizar a capoeira somente para o bem próprio, mas também com o objetivo de formar cidadãos úteis à sociedade; e devemos também lutar para preservar esta cultura afro-brasileira, em todas as suas formas.

Uma Frase?

Ser mulher na capoeira é ser mulher dentro da roda, é levantar a bandeira, sacudir a poeira se Berimbau tocar.

Confira o vídeo; 

CUFA RS firma parceria com SMS/POA

Via CUFA Rio Grande do Sul

A iniciativa vai colocar 50 mil livros nas escolas de Porto Alegre.

Em uma iniciativa pioneira, a Prefeitura de Porto Alegre e a Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul (Cufa RS) assinaram a parceria no projeto Circuito Papo Reto Porto Alegre, para prevenção ao uso de crack entre alunos das escolas municipais de ensino fundamental e médio em 2012. Serão envolvidos no projeto 50 mil estudantes e 3.900 professores da rede, além de familiares e a comunidade em geral.

Ivanete Pereira dos Santos, Coordenadora Institucional da CUFA RS no ato de assinatura do Projeto Circuito Papo Reto Porto Alegre.

O prefeito José Fortunati, os secretários municipais da Saúde, Carlos Henrique Casartelli, e da Educação, Cleci Jurach, juntamente com o prefeito de Charqueadas Davi Gilmar Souza e com os escritores do livro O Escudeiro da Luz em Os Zumbis da Pedra, Manoel Soares e Marco Cena, e a coordenadora institucional da Cufa/RS, Ivanete Pereira, participaram da cerimônia no Paço Municipal.

Para Fortunati, é difícil encontrar um material que trate da questão das drogas com seriedade e proximidade com os jovens. “Conseguimos, com este livro e com este projeto, uma forma de diálogo adequada e direta com crianças e adolescentes, por isso estamos realizando esta parceria.”, afirmou o prefeito.

Os estudantes da rede municipal receberão exemplares do livro que vai servir de apoio para atividades lúdicas e palestras. Para o período de fevereiro a outubro de 2012, estão programadas 52 palestras para alunos, quatro palestras regionalizadas para professores, 510 oficinas de fotografia, teatro e grafite, festival de teatro, exposição fotográfica e mostra de grafite enfocando o conteúdo do livro.

O Circuito Papo Reto já atraiu, desde 2008, mais de 300 mil jovens em 160 municípios, incluindo Salvador, Brasília e cidades do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo, para palestras feitas pelo comunicador gaúcho, ativista social e diretor executivo da Cufa, Manoel Soares. O tema é sempre o crack, do qual as crianças e adolescentes são estimuladas a se manter longe.

Cufa Maringá projeta ações de moda afro para 2012

Por Julianne Lam

Em meio a conversas informais, eis que surge uma ideia: “E se usássemos nossos conhecimentos para ensinar as pessoas a fazerem acessórios de moda que valorizassem a estética e a cultura afro?”

É claro que não conseguiríamos sozinhos, mas tínhamos ao nosso lado uma aliada muito talentosa: Cleuza Souza Teodoro, mais conhecida como “Brechó”, seu apelido da capoeira. Completamente engajada na defesa da cultura negra, ela veste a camisa (e a bata, os vestidos afros e etc…) diariamente e mostra, sem medo, sua identidade – assumindo seus cabelos, suas tranças e seus traços. Passo-a-passo de como usar um turbante !Aprenda.1- Extender o tecido na horizontal, para que dê a volta na cabeçaEnrolando o tecido nas laterais da cabeçaFirmar nós ou broche atrás, para prenderDar a forma (em cima e na frente) ao tecido, da maneira que se adaptar melhor ao formato do rosto e ao seu confortoFoto: Julianne Lam

Aprendeu? Não? Então, junte-se a nós nas oficinas e seminários sobre essa e muitas outras técnicas.

O domingo(18) foi produtivo: Aprendemos a fazer tranças, a fazer objetos com retalhos e a usar alguns modelos (lindos!) de roupas e acessórios afro. Assim, num clima de novas ideias e muita empolgação, estabelecemos as ações norteadoras do projeto “Resgatando a estética negra”, a ser desenvolvido nas escolas.

Para aqueles que se interessarem, entrem em contato conosco. Com o começo do ano letivo, começaremos também nossas oficinas e palestras.

A beleza contra o preconceito em bate-papo com “Brechó”

Por Julianne Lam

O resultado final, de muito estilo,Um belo modo de valorizar os traços negros de homens e mulheres nos cabelos da nossa coordenadora Raylene Oliveira. Foto: Julianne Lam

 Com gestos simples (e hábeis), como o fazer das tranças, a Cufa Maringá inicia  projeto para 2012, pelas mãos de uma nova parceira

Resgatar a estética negra: Essa é a missão de quem valoriza as nossas belezas brasileiras. Este será um dos próximos passos da Cufa Maringá nas escolas da região – mas, para algumas pessoas, além de um projeto, é um estilo de vida. É o caso de Cleuza Souza Teodoro, também conhecida como “Brechó”.

Ao chegarmos à sua casa, para uma deliciosa confraternização neste domingo (18), já nos deparamos com um tipo incomum – para não dizer raro – de mulher. Cores e sorriso vibrantes, combinando com tranças estilizadas e vestido longo. Ela é artesã e, há cerca de 5 anos, trançadeira [domina técnicas de trançar cabelos]. Com muita disposição para tratar das madeixas de nossa amiga Raylene Oliveira, ela nos concedeu esta entrevista.

Como você começou a se interessar pela técnica?

Quando eu trabalhava na Assessoria de Promoção da Igualdade Racial, realizamos um curso para gerar renda para as mulheres negras e, daí então, fizemos o curso e acabamos aprendendo também.

No seu trabalho de resgate da cultura negra, há alguém que te inspire?

Aracy [Adorno, presidente do Instituto de Mulheres Negras Enedina Alves Marques]. Ela é uma grande mulher, uma grande mãe, está sempre inspirando, dando força.

Houve algum momento que foi um marco para a  valorização da sua estética?

De novo, a Aracy, que sempre esteve incentivando a gente. Ninguém nasce odiando alguém pela cor, pela religião. Elas aprendem. A gente não nasce com essa consciência.

Você já sofreu preconceito?

Vish…As pessoas me chamam de maluca, de louca, [dizem] “onde eu penso que vou [vestida] assim”.

Qual recado você deixaria para os leitores?

O recado que eu deixo é um lema da nossa ONG de mulheres negras: “Que o meu grito soe tão alto que possa ultrapassar a barreira do preconceito e da discriminação.”

Brechó e Julianne Lam - CUFA Talentos